Qual o seu Faz de Conta?!

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Há um tempo passei a colecionar Faz de conta. E percebo que não é apenas um privilégio meu.

O cotidiano traz uma série de diálogos dos quais sequer temos algum controle, ou vocês acreditam que esse nervosismo preconizado por duas setinhas azuis em um aplicativo não deixa explicita a nossa necessidade por controle?!

O faz de conta começa aqui, com toda a cultura do blasé, de não se importar, de não querer demonstrar que precisa do outro, de dizer o que não quer.  Ou seja, aqui temos o faz de conta de que não se importa.

O contraponto dessa realidade é aquela forma de forçar sentimentos, de fazer-se presente apenas em momentos satisfatórios e felizes, de dizer que estará junto, mas, na primeira oportunidade: cadê? Aqui, é o faz de conta de que se importa.

É uma linha tênue e com toda a sede de viver deixamos passar atitudes importantes. É mais fácil procurar outra pessoa, dizer que não está ali, não viu e até excluir do grupo de amizade.

E vamos nos penitenciando por sentir? É isso mesmo que as pessoas querem, colocar distâncias por “não conseguirem encarar os medos”? E segue-se sem dar ao mundo o nosso sentido.

Há vontade de olhares de amor, esquecer a confusão do dia a dia e dar aquele salto para a realidade, para diálogos no plano concreto, para porquês e entregas. Ter na vida a realidade numa velocidade menos massacrante.

Talvez você descubra que já deveria ter dito coisas ou silenciado algumas vezes,  de tempos em tempos passamos por situações que nos fazem pensar, por exemplo, em quantas vezes desatamos, desconversamos, perdemo-nos….

“Perde-se também é caminho”

Descubra o seu e volte se preciso for.

Gabriela visita Ah!gnes.

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Sobre a depressão:

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Ninguém nunca vai entender o que é a depressão até passar por ela. É um fato, nem a pessoa com mais empatia do mundo vai ser capaz de entender um depressivo.
Ele sente seu corpo doer, seu coração pesa, sua alma é machucada, e aí, na maioria das vezes ele acaba externalizando essa dor, como? Ah, existem várias formas, ele grita com as pessoas que estão ao seu lado e muitas vezes só querem ajudar, ou, como na maioria das vezes, ele se corta. E aí, com o tempo, conforme as cicatrizes vão aumentando, ele percebe que carrega no corpo, literalmente, todas as vezes que desejou morrer. Leia o resto deste post »

Não é bad!

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É medo do futuro, medo do excesso de passado e cansaço do presente. É se sentir sozinho mesmo estando cercado de pessoas. É não ver motivos para levantar amanhã, ou pra sair da cama. É não suportar você mesmo e sua existência, é sentir-se um fardo. Leia o resto deste post »

30 segundos para conjugar o verbo amar

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“Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado.” CDA

E assim poderia começar mais um daqueles textos em que a mocinha diz não querer mais amar a vida inteira, como se o fato dela ter corrido atrás de certo rapaz representasse, de fato, amor.  A aventura é justamente essa, não correr, desacelerar, descobrir-se para depois desencontrar. Leia o resto deste post »

Tudo bem não estar bem, amiga.

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410.jpgTenho dito muito sobre a arte de silenciar. É! parece confuso. Precisamos guardar todas as nossas metas, fingir que não estamos lutando, parecermos sempre felizes e compartilhar apenas histórias agradáveis; apenas pelo fato de ninguém, ou quase ninguém, estar disposto a realmente escutar a resposta da pergunta “Tudo bem?” Leia o resto deste post »

Das flores

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– Por que está triste?
– Eu gosto de flores!
– Pois, se isso é o que te falta, eu as comprarei para ti.
– É exatamente isso que me deixa assim…
– Que eu faça as tuas vontades? Leia o resto deste post »

Uma xícara vazia

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Hoje amanheceu cinza, fiquei olhando pra janela, esperando as gotas se chocarem contra o vidro e se tornarem uma só transparência, mas não choveu.

Por que eu sempre espero a chuva quando estou triste? Talvez eu não goste de chorar sozinha, talvez me console saber que algo maior que eu também desaba. Leia o resto deste post »