Tudo bem não estar bem, amiga.

410.jpgTenho dito muito sobre a arte de silenciar. É! parece confuso. Precisamos guardar todas as nossas metas, fingir que não estamos lutando, parecermos sempre felizes e compartilhar apenas histórias agradáveis; apenas pelo fato de ninguém, ou quase ninguém, estar disposto a realmente escutar a resposta da pergunta “Tudo bem?”

Certo dia brinquei com uma amiga sobre como eu queria que ela respondesse à pergunta mencionada, talvez eu tenha levado a sério, até que ela começou a estar bem demais.  Não faz mal querer mais, não faz mal chorar de vez em quando, não faz mal assistir Gilmore Girls e perder a hora até o sol raiar. Até porque, é aqui que começa o amor, nas horas que passamos nesse ócio produtivo. Sim, produzi esse texto assistindo Gilmore Gilrs e lembrando como a minha amiga perdia aulas para assistir séries; para dormir, porque à noite ela sempre se mantinha disposta para o então namorado. – Não sei se era recíproco, mas ela entrou na academia e está bem melhor, vai entender… – É disso que estou falando: os amores, quando são, apenas são. Não precisam pertencer, acorrentar, determinar o estado de espírito ou até discriminar a “vibe” do dia. Já viram algo mais desesperador que alguém forçando outro a sorrir quando na verdade os dois querem chorar?

E, de repente… (poderia ser 30), mas são só 19.

O que fizeram com o choro? O que fizeram com a tristeza? Talvez seja isso, Divertida Mente (animação da Disney), está de fato certa, na tal moral da história: onde já se viu achar que só somos inteiramente felizes quando apenas sorrimos? Eu quero mesmo é ser aquela pessoa que está disposta a chorar junto com uma amiga, aquela que diz “vamos não ficar bem juntas”, porque talvez seja de alguém disposta a ajudar e não a fazer rir que ela precise. Principalmente, e dessa vez com certeza, o amor constrói-se no diálogo. E isso, outras amigas me ensinaram. Lembro da semana passada, uma amiga disse: “Quem disse que quando estou carente é só porque briguei com o namorado? Quem sempre confunde estar carente com TPM?” Nisso outra amiga simplesmente lembrou daquilo que a CHER já falava: EU SOU O HOMEM RICO.

E, apesar de discordar da afirmação quanto ao gênero, eu sou a mulher feliz que chora sozinha, assiste Gilmore Girls para relaxar depois de uma prova, que chora com uma amiga, e,  aquela a apoiar as loucuras que ela por ventura venha a cometer, porque, brilhantemente, prefiro as verdades mais descaradas às mentiras de que tudo está sempre 100% bem.

Quem me ensinou tudo isso? Uma moça que usa legendas em espanhol no Instagram, outra que acabou de pintar o cabelo de ruivo e outra que sempre corta o cabelo.  Obrigada, meninas!

Gabriela visita Ah!gnes.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s